Tendo isso em mente, levantamos às 5h da manhã, corremos pra carregar as bagagens nas nossas montarias (bah, tchê!) e caímos na estrada às sete. Pegamos a RN - 7 rumo a Los Andes.
Cada reta que não víamos o fim... paisagens de planícies infinitas e nos chamou a atenção o frio, que nos obrigou a uma parada para colocar forros térmicos nas jaquetas e calças. A estação meteorológica portátil do Álvaro chegou a indicar 11 graus, mas que pareciam menos.
A qualidade da gasolina variou muito também, notada no rendimento que as guerreiras apresentaram. Somado ao forte vento contra que em alguns trechos nos acompanhou, tivemos a primeira pane seca da viagem. O Sérgio com sua Mosquita teve que pedir arrego pro tanque suplementar da Nêga do Giácomo, quem diria! E a Angélica deste escriba, que tem se mostrado a beberrona da turma, ficou a 800ml da secura total. E chegou a marcar apenas 13km/l nesse trecho, quase igual uma 1000cc. Mas tinha uma causa, falaremos oportunamente.
E rodamos, rodamos, tiramos fotos, rodamos, abastecemos, rodamos, não chegava nunca! Os 150km finais à noite foram tenebrosos. Nunca pensamos que poderíamos ficar sonolentos no lombo de uma moto. E ficamos. E teve gente que chegou a sonhar pilotando, 3 vezes! Melhor parar num posto. Foi descer da moto e eu capotei sentado com o capacete ainda na cachola. Roncando.
1 litro de coca-cola e alguns cafezes depois, seguimos adiante e conseguimos chegar em Mendoza à 1h da manhã, 18 horas de viagem, 1083 km rodados. O que mata a média são as paradas a cada 180 - 200km.
E aqui vão algumas imagens registradas nessa que consideramos até o momento a jornada mais difícil de toda a viagem:



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